12 de fevereiro de 2018

deep talks # eu sou uma lutadora

Conhecem aquela sensação quando não sabermos o que estamos a fazer com a nossa vida? Que todos os passos que tomamos estão errados, que nada faz sentido? Ultimamente eu sinto-me assim. Perdida. Frustrada. Chateada. Ansiosa. E eu própria não sabia o que se passava com a minha vida, até ter uma daquelas conversas profundas e verdadeiras com pessoas (que é uma coisa que eu evito normalmente). E foi estranho. Estranho como um conjunto de palavras de pessoas que acabam por nos conhecer melhor do que nós próprios, muda as prespetivas, a maneira de confrontar os problemas.





Eu sou uma lutadora. Eu tenho consiência que em muitos dos problemas e mudanças que fui confrontada, eu dei o meu melhor e ultrapassei todas as quedas que dei. Desde da adolescência que percebi que as pessoas procuravam a minha ajuda, onde aprendi a dar conselhos e possíveis resoluções para conseguirem superar os seus problemas. Com esta experiência acabei por aprender a ajudar-me a mim própria, o que intensificou o meu pensamento de "eu não preciso da ajuda de ninguém". Aparentemente, e passo a citar, "eu sou uma pessoa com uma personalidade forte, que encontrou uma forma de ser fria para os problemas e de lidar com eles muito depois de surgirem". O que leva a que eu seja uma pessoa que acumula muita coisa e esse é, sem dúvida, um dos meus maiores problemas e a fonte de eu andar tão mal comigo própria.


O facto de estar numa licenciatura de comunicação, que não é o que eu quero realmente fazer da minha vida, o facto de eu ter aprendido a viver longe de tudo, o stress durante os semestres, as amizades que eu perdi, as problemas que aparecem todos os dias, tudo promenores que estão acumulados há quase três anos e eu ainda não sei como lidar com estas emoções todas. Então quebrei. 

Ao longo de quase três anos, acabei por largar pequenos detalhes que complementavam-me antes de partir para Leiria. Deixei de acreditar na magia para aprender a ser adulta. E pouco a pouco, deixei o blog, deixei de acreditar no meu trabalho, deixei de acreditar nas pessoas e deixei de acreditar em mim mesma. 

Então tenho tido inúmeros ataques de ansiedade, choro do nada sem perceber o que se passa, fico chateada e irritada por pequenas coisas e, como já disse, sinto-me perdida.

Fotografia tirada por @soraiamas

A vida não é fácil. Eu tenho noção disso. Nada é fácil e se tu queres alguma coisa, irás ter que trabalhar e lutar com toda a força que, por vezes, não a temos. Tens que fazer um plano de como queres alcançar os teus objetivos, perceber qual é o melhor caminho e escalar todas as grandes pedras que irão aparecer. Eu sei que não é fácil. Ou não acreditam em ti, ou tu próprio não acreditas em ti porque tens medo. Mas uma vez li uma quote que basicamente transmite a ideia que quando sentimos medo é um sinal que estamos a fazer algo diferente e fora da nossa zona de conforto. A vida não pode ser fácil, porque se o fosse... Qual era a piada de se viver?

Então eu decidi que durante a minha última semana em Santa Maria, eu vou fazer uma jornada pelo meu passado e fazer as pequenas coisas que eu fazia antes de partir. Coisas que enchiam o meu coração e tornavam-me completa. Porque sinto que tenho que voltar às minhas origens para voltar a encontrar o meu caminho.

E aqui vai a minha lista:
 1. Voltar a escrever no blog;
 2. Sair para fotografar sozinha;
 3. Fazer uma sessão de filmes;
 4. Passear pela praia;
 5. Fazer um trilho;
 6. Sentar-me à frente de casa e desenhar;
 7. *Adicionar mais tarde*.

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